2012-07-09
Um ano de Governo
Portugal trilha um longo caminho para recuperar a economia
Completou-se, por estes dias, um ano de exercício do Governo. Tem sido um tempo dificílimo, de trabalho ciclópico, tal a situação de emergência para que o País fora atirado.
Neste tempo dificílimo, todos os Portugueses têm sido protagonistas de uma atitude de verdadeiro heroísmo, pelo esforço colossal que estão a desenvolver, com enorme sentido de responsabilidade, em nome da verdade e da confiança no futuro, valores que, felizmente, já passaram a fazer parte da vida pública nacional.
Neste tempo dificílimo, foram, de facto, tomadas medidas muito duras e impopulares, mas indispensáveis para que Portugal recupere a soberania. E os resultados já são bem visíveis, no balanço assertivo de Sr. Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho: "Portugal já não é hoje notícia pela sua degradação económica. É antes visto como exemplo de um País que se afasta, a passos largos, da falência e que trilha, com persistência, o árduo caminho que leva à recuperação da economia, conforme quatro avaliações positivas das entidades internacionais confirmaram ao longo deste ano. Ao mundo, Portugal dá o exemplo de uma Nação coesa, determinada a vencer as suas dificuldades".
O Governo tem mantido uma postura de diálogo permanente, o que fez com que se conseguisse um acordo de concertação social que é fundamental para as reformas estruturais que estão a ser implementadas.
Também durante este primeiro ano de Governo, "foi restituída a credibilidade às privatizações e, às bem-sucedidas alienações da EDP e da REN, seguir-se-ão outras, para obter a conversão da dívida em investimento estrangeiro, estimular a concorrência e ajudar a modernizar a economia".
São medidas como estas meramente exemplificativas que têm contribuído para recuperar a credibilidade e restabelecer a confiança. O sistema financeiro está mais sólido, mais capitalizado e menos alavancado, e, portanto, mais capacitado a financiar a economia. Começam, por isso, a estar criadas condições para que se implementem medidas que potenciem um novo ciclo de crescimento e de criação de emprego.
Mora aqui a grande preocupação que mobiliza todos os governantes, porque, de facto, ninguém fica indiferente aos dramas pessoais e familiares que afligem tanta gente sem trabalho.
Bom seria que todos olhassem a nossa vida pública com a mesma seriedade e honestidade intelectual. E que todos usassem a sua visibilidade e influência mediáticas para explicar às pessoas os verdadeiros contornos da situação humilhante para que o País foi conduzido, em vez de passarem o tempo a tentar incendiar os ânimos.
Desgraçadamente, grande parte dos que agora repetem a narrativa populista e demagógica em que até os desesperados duvidam se devem acreditar são os mesmos que, anos a fio, aplaudiram, nem que fosse pelo seu silêncio cobarde ou interesseiro, os desmandos e iresponsabilidades, porventura criminosos, que nos levaram à eminência do abismo.
Sem patriotas destes vivia Portugal muito bem!
in Diário do Minho, 08/07/2012




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