2012-10-18
Contra os Senadores Enfermos
Conhecer o passado para compreender o presente e projetar o futuro é, certamente, um princípio que ninguém contesta.
Ler ComunicadoFaçamos, então, um exercício de memória!
Em 1983, o Governo do Bloco Central PS-PSD assinou um Memorando de Entendimento com o Fundo Monetário Internacional. Os impostos subiram, os preços dispararam, a moeda desvalorizou, a inflação tornou-se galopante, o crédito acabou, o desemprego e os salários em atraso tornaram-se numa chaga social e havia bolsas de fome por todo o País.
Na altura, o então primeiro-ministro, Mário Soares, declarava convictamente: "Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a única coisa a fazer é apertar o cinto" (DN, 27.05.1984). Quanto ao desemprego e aos salários em atraso, não tinha pejo em afirmar que "isso é uma questão das empresas e não do Estado. O Estado só deve garantir o subsídio de desemprego" (JN, 28.041984).E, justificando a política de austeridade, considerava-a "dura mas necessária, para readquirirmos o controlo da situação financeira, reduzirmos os défices e nos pormos ao abrigo de humilhantes dependências exteriores, sem o que o País caminharia, necessariamente, para a bancarrota e o desastre" (RTP,01.06.1984).
Enfim, "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"! Por estas e por outras é que cada vez tenho menos paciência para a pseudosapiência de senadores de tal jaez. Sem coerência nem um pingo de moralidade, tudo fazem para incendiar os ânimos, criticando as reformas que o Governo está a desenvolver para equilibrar as contas públicas e salvar o País da bancarrota para que o atiraram.
Esquecem-se, no entanto, que a dívida pública em 2005 rondava os 90 mil milhões de euros e que, em 2011, já era de 174 mil milhões. E ignoram, deliberadamente, os cortes profundos que o atual Governo já está a efetuar nas gorduras do Estado.
Senão vejamos. Redução de mais de 800 milhões nos consumos intermédios do Estado; de mais de
1,2 mil milhões em despesas com o pessoal; e ainda uma redução de 1.711 cargos dirigentes da função pública e de 142 estruturas orgânicas na Administração Central.
Continuando com números, o Governo conseguiu 620 milhões, renegociando o QREN, e 1193 milhões, renegociando as primeiras PPP criadas pelos governos anteriores. A este propósito, e sem entrar na análise do caráter ruinoso de muitas delas, vale a pena lembrar que os governos socialistas (António Guterres e José Sócrates) foram responsáveis por 80, enquanto os Governos do PSD (Cavaco Silva e Durão Barroso/Santana Lopes) foram responsáveis por oito PPP.
Noutro âmbito, fomentando uma política de aposta nos medicamentos genéricos e reduzindo a margem de lucro das farmácias, o Governo já poupou mais de 700 milhões ao Sistema Nacional de Saúde.
Acresce ainda a verba de 150 milhões de euros/ano em cortes e extinção de Fundações e de 180 milhões/ano em cortes nas rendas de energia.
Todos estes números são públicos, mas, mesmo assim, há quem insista em ignorá-los e, sobretudo, quem continue a negar o essencial, a escamotear responsabilidades e a inflamar os sentimentos mais mesquinhos, dando forma à máxima "quanto pior, melhor!".
É uma pena que abundem tantos senadores de tal jaez. Em vez de cultivarem a proverbial sabedoria, mais não fazem do que semear oportunismo, demagogia, populismo. Apetece dizer que serão os sintomas da senilidade! O que não deixa de ser uma pobreza para um País como o nosso que, há vários anos, bem precisa da palavra avisada de muitos homens sábios.
Diário do Minho, 11/10/2012
2012-09-25
NOTA DE IMPRENSA
A Comissão Política Distrital do PSD de Viana do Castelo lamenta profundamente as últimas posições vindas a público por algumas distritais do Partido Socialista, entre elas, a distrital do PS de Viana do Castelo, relativamente aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.
Tais posições estão carregadas de um oportunismo político e demagógico que demonstram a falta de dignidade de um Partido que tinha o dever e a obrigação de ter uma postura responsável e colaborante, uma vez que foi o grande responsável pela situação gravíssima a que chegaram os Estaleiros Navais de Viana do Castelo e também o País.
1. O PSD de Viana do Castelo recorda ao Partido Socialista que os pagamentos que deveriam ser feitos aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) sobre as construções para a Marinha estão consignados desde 2011 às Finanças, segundo um despacho do anterior Governo socialista, datado de 16 de Junho do referido ano, curiosamente, onze dias depois das eleições legislativas que deram a vitória ao PSD;
2. O PSD de Viana do Castelo recorda ao Partido Socialista que grande parte do problema de sustentabilidade financeira dos Estaleiros de Viana do Castelo foi criada, sem dúvida, pelo Governo Socialista dos Açores, quando rejeitou a encomenda dos navios Atlântida e Anticiclone. Representou custos de cerca de 71 milhões de euros para os ENVC e, à data, o Governo do PS nada fez para tentar evitar esta situação;
3. O PSD Alto Minho recorda ainda ao Partido Socialista que aqueles que agora, com um objetivo meramente populista e demagógico, vêm em defesa dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo são os mesmos que durante a vigência do Governo do PS previam mandar 420 trabalhadores para casa;
4. O PSD Alto Minho recorda ao Partido Socialista notícias vindas a público no passado fim de semana que dão conta da falta de rigor e da péssima gestão socialista quando referem que um administrador auferia, apenas em despesas de representação, 65 mil euros;
5. Por último, o PSD Alto Minho refirma que o atual Governo está empenhado em resolver um grave problema que o anterior Governo Socialista deixou degradar, a ponto de se tornar económico-financeiramente insustentável;
6. A solução que se preconiza é sustentável e de longo prazo e a que se ajusta à difícil conjuntura económico-financeira em que a empresa e o País se encontram e a que melhor defende os interesses da empresa, do País e a manutenção dos postos de trabalho.
Viana do Castelo, 25 de Setembro de 2012
2012-08-29
ENCONTRO DE FORMAÇÃO AUTÁRQUICA
ENCONTRO DE FORMAÇÃO AUTÁRQUICA
Data: 07.Setembro.2012
Hora: 21h30
Local: Biblioteca Municipal de Caminha
ENCONTRO DE FORMAÇÃO AUTÁRQUICA
Data: 07.Setembro.2012
Hora: 21h30
Local: Biblioteca Municipal de Caminha
INTERVENÇÕES
21h45: "O aprofundamento das relações transfronteiriças como fator de desenvolvimento do Alto Minho"
- JORGE MENDES – Presidente da Câmara Municipal de Valença
22h00: "O empreendedorismo na ação política"
- JOÃO MANUEL ESTEVES – Ex-Vice Presidente da Câmara Municipal dos Arcos de Valdevez
22h15: "Novos desafios na gestão autárquica"
- ARMINDO SILVA – Ex-Presidente de Câmara Municipal e Deputado na Assembleia Municipal de Ponte da Barca
22h30: "A importância de uma ação politica concelhia integrada numa estratégia global distrital"
- DÉCIO GUERREIRO – Ex-Vereador e Deputado na Assembleia Municipal de Paredes de Coura
22h45: Debate
SESSÃO DE ENCERRAMENTO (23h15)
- EDUARDO TEIXEIRA – Presidente do PSD Alto Minho
- PEDRO PINTO – Presidente dos Autarcas Social Democratas (ASD)
FIM DO ENCONTRO (23h45
2012-07-09
Um ano de Governo
Portugal trilha um longo caminho para recuperar a economia
Ler ComunicadoCompletou-se, por estes dias, um ano de exercício do Governo. Tem sido um tempo dificílimo, de trabalho ciclópico, tal a situação de emergência para que o País fora atirado.
Neste tempo dificílimo, todos os Portugueses têm sido protagonistas de uma atitude de verdadeiro heroísmo, pelo esforço colossal que estão a desenvolver, com enorme sentido de responsabilidade, em nome da verdade e da confiança no futuro, valores que, felizmente, já passaram a fazer parte da vida pública nacional.
Neste tempo dificílimo, foram, de facto, tomadas medidas muito duras e impopulares, mas indispensáveis para que Portugal recupere a soberania. E os resultados já são bem visíveis, no balanço assertivo de Sr. Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho: "Portugal já não é hoje notícia pela sua degradação económica. É antes visto como exemplo de um País que se afasta, a passos largos, da falência e que trilha, com persistência, o árduo caminho que leva à recuperação da economia, conforme quatro avaliações positivas das entidades internacionais confirmaram ao longo deste ano. Ao mundo, Portugal dá o exemplo de uma Nação coesa, determinada a vencer as suas dificuldades".
O Governo tem mantido uma postura de diálogo permanente, o que fez com que se conseguisse um acordo de concertação social que é fundamental para as reformas estruturais que estão a ser implementadas.
Também durante este primeiro ano de Governo, "foi restituída a credibilidade às privatizações e, às bem-sucedidas alienações da EDP e da REN, seguir-se-ão outras, para obter a conversão da dívida em investimento estrangeiro, estimular a concorrência e ajudar a modernizar a economia".
São medidas como estas meramente exemplificativas que têm contribuído para recuperar a credibilidade e restabelecer a confiança. O sistema financeiro está mais sólido, mais capitalizado e menos alavancado, e, portanto, mais capacitado a financiar a economia. Começam, por isso, a estar criadas condições para que se implementem medidas que potenciem um novo ciclo de crescimento e de criação de emprego.
Mora aqui a grande preocupação que mobiliza todos os governantes, porque, de facto, ninguém fica indiferente aos dramas pessoais e familiares que afligem tanta gente sem trabalho.
Bom seria que todos olhassem a nossa vida pública com a mesma seriedade e honestidade intelectual. E que todos usassem a sua visibilidade e influência mediáticas para explicar às pessoas os verdadeiros contornos da situação humilhante para que o País foi conduzido, em vez de passarem o tempo a tentar incendiar os ânimos.
Desgraçadamente, grande parte dos que agora repetem a narrativa populista e demagógica em que até os desesperados duvidam se devem acreditar são os mesmos que, anos a fio, aplaudiram, nem que fosse pelo seu silêncio cobarde ou interesseiro, os desmandos e iresponsabilidades, porventura criminosos, que nos levaram à eminência do abismo.
Sem patriotas destes vivia Portugal muito bem!
in Diário do Minho, 08/07/2012




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